Lá vem a FLIP 2009

agosto 27th, 2016

 

 

FLIP 2009 - de 1 a 5 de julho.

 

 

 

HTTP://FLIP2008.RECORTE.ORG

maio 5th, 2008

Este é o novo endereço do FLIP 2008 Recortes. Se você nos acompanha, atualize seu Favoritos e feeds. Se além disso, tem um link para nós no seu site, pode ajudar na divulgação da mudança atualizando o link ou fazendo um post. Se você tem o selo, copie o novo código (à direita).

A idéia de ter um domínio próprio já estava em nossos planos, era apenas uma questão de tempo para promover a migração, com a preocupação de manter toda a estrutura e design do site. O blog sobre a FLIP 2007 também foi trazido para o novo domínio. A mudança proporcionará mais agilidade na publicação das matérias, principalmente durante a FLIP, pois teremos outros recursos não disponíveis na plataforma padrão wordpress.

FLIP 2008 – lá vamos nós!

março 12th, 2008

http://flip2008.wordpress.com

Cortejo Fúnebre Literário

julho 17th, 2007

Caminhar pelas ruas de Paraty durante a FLIP traz sempre surpresas. Há rodas de leitura, música de ciranda, barracas de doce e muita gente utilizando várias formas de linguagem. Este cortejo fúnebre por exemplo, na verdade uma manifestação artística, chamou bastante atenção.

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Nadine Gordimer

julho 16th, 2007

Além da mesa com Amós Oz, Nadine Gordimer participou juntamente com outros sete autores da mesa de encerramento da FLIP – Literatura de estimação -, onde cada autor deveria responder a uma única pergunta: Que livro você levaria para uma ilha deserta?

Nadine Gordimer, nas palavras de Cassiano Elek Machado, diretor de programação da V FLIP, “a musa da FLIP”, leu trechos do livro “Formigueiros do Cerrado”, do nigeriano Chinua Achebe. Justificando sua escolha, ela disse que seria natural ler um dos grandes escritores que a influenciaram, mas preferiu um escritor contemporâneo que, de acordo com ela, é um dos deuses da Nigéria. “Chinua Achebe é africano, mas escreve de uma forma universal e descreve o que é ser humano”.

Nadine Gordimer
(Enviar esta foto como postal)

Na Tenda dos Autores

julho 13th, 2007

Fiz esta foto enquanto o J. M. Coetzee, diante de um auditório completamente lotado, fazia uma leitura de um trecho de 26 páginas do seu próximo livro, Diário de um ano ruim, ainda sem data de lançamento no exterior, que dirá, no Brasil. Sul-africano, Coetzee tem a aparência um lorde inglês. E se comporta como tal. Portanto, os vinte minutos concedidos aos fotógrafos dentro da tenda, no caso específico de Coetzee, se transformam numa eternidade. Fiz cerca de quinze fotogramas dele. A diferença sensível entre eles é que uns são horizontais e outros verticais. Coetzee mantém a mesma pose, mãos apoiadas no pedestal com o texto, voz firme e calma. Muito calma. Então virei meu foco para a platéia e fiz algumas fotos. Entre elas, esta. Não, não é o cara da Richard’s. É o Alan Pauls, autor convidado, sentado no chão. Acho que ele jamais poderia estar sentado ali. Mas se não estivesse, não haveria a foto.

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Um beijo

julho 12th, 2007

A leitura da peça Um Beijo No Asfalto feita por autores e dirigida por Bia Lessa foi um dos pontos altos da V FLIP. Arrancou boas risadas do público e provocou espanto diante de atuações realmente surpreendentes como a de Silviano Santiago na pele do jornalista Amado Ribeiro ou a de Jorge Mautner, ora como Delegado Cunha, ora como violinista. Além deles, encarnaram os personagens de Nelson Rodrigues ou colaboraram com outras leituras: Sergio Sant’Anna, André Sant’Anna, Carlito Azevedo, Nelson Motta, Liz Calder, Flora Süssekind, Angela Leite Lopes, Suzana Macedo, Adriana Armony, Chacal e Veronica Stigger. Para completar, três bateristas da banda “Os ritmistas” interagiram com os diálogos e a harmonização do cenário contou com a elaboração de imagens do fotógrafo Miguel Rio Branco.

Aqui, algumas imagens e diálogos para guardar.

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Leitura de um depoimento de Nelson Rodrigues, por um dos ritmistas.

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Leitura de Carlito Azevedo.

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Diálogo entre os personagens (Selminha, Aprígio e Dália).

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Na Delegacia, atuação de Liz Calder.

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Na Delegacia, depoimento de Arandir.

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Poema de Bishop

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Entre irmãs

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Arandir se explica

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Amado Ribeiro e a viúva

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Leitura de texto de Coetzee

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Delegado e Dona Selminha

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Falando em português claro

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Depoimento sobre a última peça de Nelson Rodrigues

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Magrinha…

OFF-FLIP fez bonito!

julho 12th, 2007

A OFF-FLIP é um circuito paralelo de idéias que nasceu da necessidade de se criar um espaço de integração e manifestação da sociedade local e de expansão de contatos culturais e artísticos durante a FLIP. Havia, à época das primeiras edições da FLIP, uma idéia que esta era uma festa elitista e não privilegiava os jovens autores, os autores locais e a população de Paraty. Esta idéia, se já não é de todo verdadeira, pelo menos no que diz respeito à elitização, continua valendo. Basta ver o porte do evento e imaginar o volume financeiro envolvido para empregar pessoas, pagar passagens e estadia de autores e familiares, montar tendas enormes, aluguel de equipamentos, livraria, cafeteria etc. Quem conseguiu os 21 ingressos para a Tenda dos Autores desembolsou R$ 483,00. Na Tenda Matriz, R$ 105,00. No conjunto, não são exatamente preços populares.

Aí surge a OFF-FLIP com seus quatro mosqueteiros – Lia Capovilla, Ovídio Poli Junior, Maria Luiza de Faria e Marilia van Boekel Cheola – tirando leite de pedra. Com uma verba cada vez mais curta vinda do único patrocinador, a Prefeitura de Paraty, esta mesma Prefeitura que não consegue levar luz aos bairros da periferia, a OFF trabalha com garra e amor.  Na sede com menos de 8m2, uma mesinha, duas ou três cadeiras, um telefone, um arquivo, uma pequena estante com livros dos autores, algumas prateleiras e material de divulgação.  E nenhum computador. A verba dessa edição foi tão curta que nem um microcomputador conseguiram colocar. Mas havia a educação, o sorriso, a boa vontade, a prestreza, a energia de Ovídio, Marilia, Maria Luiza e Lia. E com esses ingredientes e quase nenhum dinheiro, fizeram bonito, espalhando quatorze eventos pela cidade, treze deles com entrada franca, com destaque para a Tribuna OFF, um espaço coletivo para leitura de contos e poemas de escritores convidados, performances individuais e coletivas; o Sarau Literário dedicado ao ator, dramaturgo, artista plástico, professor e radialista Themilton Tavares, personagem notável e querido de Paraty e as mesas de debate com os escritores da editora Língua Geral, que reuniu Mauro Sta Cecília e Miguel Gullander falando sobre literatura e música (mediador: Ney Lopes), Ana Paula Maia e Christiane Tassis conversando sobre A Escrita na Era da Imagem (mediador: Belisário Franca) e finalmente, diante de um auditório lotado, Os Caminhos da Nova Ficção Africana em Língua Portuguesa – Cosmopolitanismo x Tradição foi o tema da terceira e última mesa, que gerou um excelente debate entre José Agualusa, Mia Couto e o mediador escritor Nelson Saúte.  Em função do número pequeno de lugares, à imprensa, foram reservadas senhas para que ninguém ficasse sentado no chão. Não houve qualquer restrição a cinegrafistas e fotógrafos que tiveram total liberdade dentro do ambiente. Em momento algum vi ou ouvi reclamações do público. E nem movimentação inadequada dos que ali estavam documentando o evento.

OFF-FLIP - Mesas da Editora Lîgua Geral

Uma pergunta que me inquieta: Por que a FLIP não destina uma pequena parte da verba que arrecada para a OFF? Quem vê de fora fica com a impressão que a OFF é tratada pela organização da FLIP como uma manifestação contrária. Como um movimento dos sem FLIP. Mas não é. As duas se complementam. A OFF chega aonde a FLIP não consegue ir. Leva a literatura, a poesia aos botequins, aos cafés e às ruas. Não conheço ninguém que vá a Parati para ver apenas a FLIP das tendas. Vão para ver de tudo um pouco. Tem gente que vai para ver o movimento, pela ótima pinga, para ver a cara dos gaiatos do Bagatelas. Acho que já está mais do que na hora da grande Casa Azul pensar nisso. Ganharemos todos nós.

Para o pessoal da OFF, parabéns, sucesso e muito obrigado!

Sobre homens, lagartixas e febre.

julho 12th, 2007

De volta, mas ainda com malas por desfazer e gripe para curar. Ainda vamos, aos poucos, distribuindo por aqui nossas impressões de viagem. Logo abaixo eu li o “Momento autoral” do Sergio e concordo com ele: a equipe da Lu Fernandes teve desempenho impecável, os vermelhinhos foram educadíssimos, ainda que tivessem a difícil tarefa de cumprir leis e pedir desculpas por elas. Nada a reclamar da programação brilhante, tudo a agradecer ao Cassiano Elek e Liz Calder, pessoas visivelmente comprometidas com o bem estar de todos e com a elegância da Festa.

Em Paraty algumas coisas foram mais difíceis do que imaginei a princípio. Assumo parcela gorda de culpa: achar que podia estar em todas as mesas e em todas as programações paralelas e ter intervalos para comer, fazer xixi, tomar banho e beber água. Utopia. Eu, na verdade, nem achei que podia, apenas não pensei a respeito. Fui para fazer tudo. E quis fazer tudo. Também não imaginei a temperatura altíssima durante o dia e o despencar vertiginoso durante a noite. No segundo dia eu tombava por nocaute. E havia as parcelas de culpa que não eram minhas, mas suponho não saber a quem endereçá-las.

Uma coisa eu tenho que dizer sobre o trabalho dos fotógrafos durante a V FLIP: se qualquer um de nós, humanos comuns, encontrar por aí em jornais e sites e revistas… alguma boa foto de algo que tenha acontecido durante as mesas na Tenda dos Autores, devemos parabenizar o autor da foto pelo talento, ousadia, paciência, criatividade e flexibilidade. Ah! Principalmente isto: flexibilidade. Exceção aqui para uns dois ou três profissionais oficiais do evento que tinham direito e dever e uma certa liberdade de espaço. Aos demais fotógrafos, pela primeira vez (que eu saiba) foram reservados espaços nas laterais (ao lado da plataforma em que se apresentam os autores, antes do balcão rosa-sei-lá-o-quê, aliás, um detalhe arquitetônico totalmente dispensável). Espaços no chão, claro. Eles escorregavam e engatinhavam ocupando um limite de aproximadamente um metro e meio por dois. Como lagartixas, precisaram exercitar a gentileza e a cordialidade entre si para que todos tivessem sua chance de capturar alguma imagem nos vinte minutos permitidos. Acabado o tempo limite, supunha-se que deveriam escorregar novamente pela saída lateral da Tenda. Pela lógica da FLIP (e, juro: eu não sei quem é essa pessoa) um fotógrafo não pode ser ao mesmo tempo uma criatura que lê, que compra ingressos, que assiste ao evento. Ou você é fotógrafo ou você é público. Bem, ao público são destinadas as cadeiras (menos as das três primeiras fileiras, essas são reservadas aos que as merecem por motivos vários), mas ao público não é reservado o direito de sacar e engatilhar uma camerazinha digital para fazer fotinhos amadoras dos seus autores preferidos. Então, seguindo a lógica do “ou você é fotógrafo, ou você é público, ou você é merecedor”, sendo fotógrafo você faz o que pode fazer e se manda; sendo público, você compra seu ingresso e entra na fila e acomoda-se numa cadeira disponível: sem essa de pensar em fotos (que bobagem é essa de todo mundo agora ter uma câmera digital? até parece! se continuar assim até o auxiliar do pedro-pedreiro vai se sentir feliz por poder mostrar que esteve na Tenda dos Autores olhando de longe para o Ishmael Beah, onde já se viu?).

Ta bom. Eu estou errada. Devo estar. Estou fazendo alguma ironia ridícula sobre um assunto sério. Ou não? A Festa é para olhar e ouvir, não para fotografar. É óbvio.

Eu sei. Quando estive no show do Chico e em outros tantos, acho que ouvi alguém dizer no autofalante sobre não usar flash, ou não fotografar, ou não filmar, sei lá… mas nunca vi em lugar algum um cinturão de pessoas vestindo camisas vermelhas para impedir ou tentar impedir que aquelas criaturas (que eu considero inofensivas com suas compactas) saquem suas armas e atirem contra o palco. Foi o que vi na V FLIP. Posso estar errada. Não: tenho que estar errada! Preciso estar errada. Mas a imagem não era bonita.

Se eu fiquei espantada com o lugar dos fotógrafos, fiquei mais espantada ainda com o lugar do leitor numa Festa de Literatura. Fiquei pensando em Barthes e no seu polêmico “A morte do autor” naquele tempo em que se começava a refletir mais sobre a importância do texto literário, provocando um deslocamento importante no que se tinha por supremacia e verdade, até o surgimento das teorias de efeito e recepção que jogariam luz sobre a figura do leitor. Eu sei, foi a gripe e a febre que embaralharam meus pensamentos e eu fiquei delirando noites e dias sobre algo como “a morte do leitor”, um novo deslocamento que viria para confirmar que a literatura é feita de escritores e suas obras – o que nos desobrigaria de questões a respeito do porquê se lê tão pouco. Delírio meu. Impressão que tive durante a festa, imaginando que se a figura do leitor fosse mesmo importante, deveríamos pensar em proibir o autor de fotografar seu público. É, estou mesmo com febre.

Mia Couto sorriu para mim e me disse: bom dia. Guilhermo Arriaga mostrou-me um espelho ao sol. Não há morte do leitor enquanto houver literatura feita por gente de carne e sangue.

Eu obedeci (quase sempre) às regras da FLIP como leitora (guardei na bolsa o crachá cinza) e como pessoa comum que compra seus ingressos, paga por seu deslocamento, compra livros, paga hospedagem e alimentação, encontra amigos no bar, conhece pessoas na fila, toma café sentada na escada. O que eu não sei ainda é quem é a FLIP das regras; tampouco entendi suas razões. Mas ouvi dizer que alguém vai conversar com a FLIP e que na sexta edição estaremos todos vivos e felizes: jornalistas, escritores, fotógrafos, assessoria de imprensa, diretores, organizadores, povo de Paraty, e o leitor portador de uma “maquininha falcatrua” que não faria mal a um passarinho.

Mesa 1

julho 11th, 2007

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Abrindo a Mesa 1, Cassiano Elek Machado mostrou-se satisfeito por iniciar a FLIP com uma mesa de escritores jovens. Ele passou a mediação à Beatriz Resende, pesquisadora, professora da Escola de Teatro UNIRIO, pesquisadora do programa avançado de cultura contemporânea da UFRJ que, nos últimos anos, vem acompanhando escritores mais jovens e preparando um ensaio que deve sair ainda este ano, chamado Contemporâneos. Ela vem se debruçando sobre o trabalho dos jovens autores que fazem parte de uma geração que a partir do início do século vem apontado para mais uma nova etapa de renovaçõo da literatura brasileira e questiona como podemos fruir desses textos tão instigantes. Segundo Bea, a literatura se encontra num momento particularmente interessante, marcada pela multiplicidade de vozes, tons, experiências sobre limites e rupturas de limites dos gêneros literários, do papel como veículo já que a maioria dos novos autores transitam pelo espaço virtual, mas também sobre a ruptura do limite entre a palavra e a imagem, a escrita e a ilustração. Apesar da multiplicidade, certos temas aparecem com freqüência: o das identidades em crise e o paradoxal fascínio e temor que a vida das grandes cidades causa. Há em todos, enfim, um certo toque do trágico. Aqui, as vozes dos convidados, Cecília Giannetti, Fabrício Corsaletti e Verônica Stigger.

Apresentação de Cecília Giannetti:

Trecho de “Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi”:

Fabrício Corsaletti, apresentação e poemas:

Veronica Stigger, apresentação:

Cecília Giannetti – o trabalho:

Cecília Giannetti – Berlim:

Veronica Stigger – do início até Bogotá:

Fabrício Corsaletti – sobre suas publicações:

Momento autoral

julho 11th, 2007

Na foto, eu (à direita) e um dos muitos seguranças que blindaram a entrada dos fotógrafos e cinegrafistas na Tenda dos Autores. Extremamente gentis e profissionais, mesmo que já conhecessem o seu rosto e tivessem visto você entrar e sair diversas vezes daquela fresta, diziam: “Sinto muito, você não pode entrar, aguarde alguém da assessoria de imprensa”.

Aproveito o post para parabenizar toda a equipe da Lu Fernandes, que se desdobrou para tentar desengessar regras toscas a que fomos submetidos nessa edição da FLIP, tendo conseguido alguma melhoria no tempo de acesso e locomoção dentro da tenda. Na mesa final, em nome dos fotógrafos presentes, conseguiu fazer com que se trocasse o layout absurdo das cadeiras e microfones, que prejudicava qualquer tentativa fotográfica e mesmo a visão do público, que aplaudiu a mudança. Espero que no próximo ano, Lu, Ivani (tudo i), Ana Paula e Pedro possam ter mais tempo para produzir matérias ao invés de ficar conduzindo pessoas para dentro e para fora da tenda.

Momento Autoral
(Enviar foto como postal)

Quando eu ainda não sabia

julho 10th, 2007

Porque tudo aconteceu muito rápido. Culpa minha pelo dia de folga que não me dei antes de tudo começar. O impacto diante das regras que (por favor, não me deixem esquecer de mencionar aqui o texto de literatura de estimação de Veronica Stigger) logo no show de abertura me deixou tonta. E burra. Sim, porque no dia seguinte eu ainda achava que a tonteira era cansaço. E não era. Engraçado a Mesa 2 composta por Chacal e Lobão justamente na manhã seguinte… e a gente rindo sobre coisas como o controle das gravadoras, o tanto que se batalha para conseguir mudar algumas coisas, blablabla-blablabla. Eu, naquele momento, era público de fato. Estava na platéia com minhas câmeras compactas e em momento algum passou por minha mente que eu estivesse cometendo algum erro. Mas estava. Estava?! Bem, alguém que estava na porta antes que eu pudesse chegar “diante da Lei”, me disse que sim. Agora é tarde. E lamentavelmente eu soube antes das outras mesas… portanto, aí vai o que uma pessoa comum pode colher sentada em uma platéia da FLIP. Não é vendável. Não tem qualidade. E nem vem ao caso, convenhamos. É só o registro comum de quem gosta de literatura, música, poesia e idiotamente vai tentando capturar palavras de pessoas (obviamente também comuns porque ainda que haja controvérsias, as estrelas estão no céu).

Depois, mantive minhas maquininhas desligadas durante as mesas, como convinha às Leis. Deixei para os rapazes-lagartixas o trabalho sujo. E falarei a respeito, é claro.

Aí vão uns videozinhos amadoríssimos e gostosos da Mesa Uivos com Chacal e Lobão.

Palavras de Chacal:


Um poema de Lobão:


Mais Chacal:




Tá…
Se eu conseguir driblar a gripe e o cansaço, trago mais Lobão para cá, de preferência, com sua “caixa preta”. Aguardem e confiem.

U P D A T E (como prometi)

Palavras (mais ou menos assim) do Lobão:

Vou tocar uma música que eu fiz quando o Tom Jobim morreu. O Tom morreu e eu pensei assim… Pô, já faz um tempo, né? Mas Olha só que loucura. Lembrei de uma música super significativa que é o Samba do Avião, a gente sempre quando tá sobrevoando o Rio de Janeiro vem aquela… “minha alma canta”, né?… linda! E quando o Tom morreu eu pensei: pô esse samba do avião já não cabe mais no Rio de Janeiro. Então eu pensei assim: bom, o avião caiu e só sobrou a caixa preta. Então, este aqui é o Samba da Caixa Preta. Uma homenagem à cidade em que nasci:


Ilustração: Ishmael Beah passeando em Parati.

julho 10th, 2007


(envie esta foto-ilustração como cartão postal)

Mariana acendeu nossos sorrisos após a viagem de volta.

Vejam o tanto de cor que ela tem a dizer, enquanto a gente desfaz as malas e bota algo no estômago para sentar aqui e contar tudo, tudinho.

Paraty, 07-07-2007

julho 8th, 2007

Outro dia agitado. Gostei muito das mesas 11, 12, 14 e 16. A mesa 13 teria sido melhor se a conversa com Alan Pauls não se realizasse com uma psicanalisa. Maria Rita Kehl disse que tentaria falar do livro sem contar a história dele. Nem precisava, ela fez o que não se deve fazer. Explicou o livro. Falou sobre os personagens, sobre o narrador, suas características, fragilidades, sobre a traição. A mesa 15, com a estrela da festa, J. M. Coetzee foi a mais concorrida (E a mais sonolenta também). Tão concorrida que Alan Pauls ficou sentado no chão. Ele e muita gente que pagou para entrar e assistir em cadeiras confortáveis. Achei muio estranho. Até então os únicos privilegiados com um lugar ao chão éramos nós, os fotógrafos. Ainda bem que fotografar o Coetzee é fácil. Ele ficou lá, de pé, estático, quase um modelo vivo. Limitou-se a ler um trecho enorme do seu próximo livro que não foi lançado nem no exterior.

A mesa 16 foi surpreendente e merecerá um post específico mais tarde. “Um beijo”, leitura de “O Beijo no Asfalto”, dirigida por Bia Lessa, com escritores e músicos no lugar de atores arrancou aplausos e risos do público. Silviano Santiago deveria ganhar um Oscar de crítico literário-escritor-ator revelação com sua performance como o repórter Amado Ribeiro.

Outro post a parte será com uma série de fotos das escritoras Ahdaf Soueif e Kiran Desai aprendendo e interferido na cozinha caiçara com Almir Tan na Cookin School. A idéia foi do pessoal do British Council, que gentilmente me convidou a ir junto fotografar.

Mesa 11 - Marco Antonio Braz, Nelson Mota, Leyla Perrone-Moisés e Nuno Ramos
FLIP: Mesa 11 – Marco Antonio Braz, Nelson Mota, Leyla Perrone-Moisés e Nuno Ramos.
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Mesa 12 - Carlito Azevedo, César Aira e Silviano Santiago
FLIP: Mesa 12 – Carlito Azevedo, César Aira e Silviano Santiago.
(Enviar foto como postal)

Mesa 13 - Samuel Titan, Maria Rita Kehl e Alan Pauls
FLIP: Mesa 13 – Samuel Titan, Maria Rita Kehl e Alan Pauls.
(Enviar foto como postal)

Mesa 14 - Dorrit Harazim, Lawrence Wright e Robert Fisk
FLIP: Mesa 14 – Dorrit Harazim, Lawrence Wright e Robert Fisk.
(Enviar foto como postal)

Mesa 15 - J.M. Coetzee
FLIP: Mesa 15 – J.M. Coetzee.
(Enviar foto como postal)

Mesa 16 - Bia Lessa, coordenando a ótimaleitura 'Um Beijo'
FLIP: Mesa 16 – Bia Lessa, coordenando a ótima leitura ‘Um Beijo’.
(Enviar foto como postal)

Mesa 16 - Silviano Santiago, ator revelação na montagem de Bia Lessa
FLIP: Mesa 16 – Silviano Santiago, ator revelação na montagem de Bia Lessa.
(Enviar foto como postal)


As escritoras Ahdaf Soueif e Kiran Desai aprendendo a arte da cozinha caiçara com Almir Tan.
(Enviar foto como postal)

Fotos: Sergio Fonseca

Mais Literatura

julho 7th, 2007

Continuamos aqui na correria. O tempo é curto para muitas coisas a fazer. Manter a atualização do blog, por conta disso, está muito difícil. A conexão internet via rádio em Paraty parece acompanhar o ritmo das charretes que passeiam pela cidade. As fotos abaixo são das mesas de 3 a 10. Fiz algumas centenas de fotos mas ao menos nesse momento, tenho que escolher apenas algumas como registro. Temos vídeos de palestras, Lobão tocando, mas tudo isso, só ao voltar para o Rio.

Além dos eventos da FLIP, ontem cobrimos três ótimas mesas da OFF-FLIP com a Editora Língua Geral: Literatura e Música, com Mauro Sta Cecília e Miguel Gullander, mediada por Ney Lopes, A Escrita na Era da Imagem – ou de como o cinema mudou a literatura, com Ana Paula Maia e Christiane Tassis, cediada por Belisário Franca e por último, Os Caminhos da Nova Ficção Africana em Língua Portuguesa – Cosmopolitanismo X Tradição, com Agualusa e Mia Couto mediada por Nelson Saúte, quem conduziu e manteve um “debate em alto nível”, apesar das histórias divertidíssimas contadas por Agualusa e Mia Couto. Depois falaremos mais a respeito e publicaremos fotos, pois agora o tempo é curto. Ficamos realmente muito felizes em ver a Casa da Cultura lotada, com muita gente de pé e o esforço dos organizadores da OFF.

Mesa 3 - Marco Antonio Braz, Augusto Boal e Eduardo Tolentino
FLIP: Mesa 3 – Marco Antonio Braz, Augusto Boal e Eduardo Tolentino.

Mesa 4 - Arthur Dapieve, Jim Dodge e Will Self
FLIP: Mesa 4 – Arthur Dapieve, Jim Dodge e Will Self.

Mesa 5 - Angel Gurrá-Quintana, Kiran Desai e José Eduardo Agualusa
FLIP: Mesa 5 – Angel Gurría-Quintana, Kiran Desai e José Eduardo Agualusa.

Mesa 6 - Cassiano Elek Machado, Ruy Castro, Paulo Cesar de Araújo e Fernando Morais
FLIP: Mesa 6 – Cassiano Elek Machado, Ruy Castro, Paulo Cesar de Araújo e Fernando Morais.

Mesa 7 - Ángel Gurrá-Quintana, Ahdaf Soueif e Ana Maria Gonçalves
FLIP: Mesa 7 – Ángel Gurría-Quintana, Ahdaf Soueif e Ana Maria Gonçalves.

Mesa 8 - José Eduardo Agualusa, Mia Couto e Antônio Torres
FLIP: Mesa 8 – José Eduardo Agualusa, Mia Couto e Antônio Torres.

Mesa 9 - Marçal Aquino, Dennis Lehane e Guillermo Arriaga
FLIP: Mesa 9 – Marçal Aquino, Dennis Lehane e Guillermo Arriaga.

Mesa 9, aplaudidos de pé
FLIP: Mesa 9, aplaudidos de pé.

Mesa 10 - Angel Gurrá-Quintana, Nadine Gordimer e Amós Oz
FLIP: Mesa 10 – Angel Gurría-Quintana, Nadine Gordimer e Amós Oz.

Coletiva com Guilhermo Arriaga
FLIP: Coletiva com Guilhermo Arriaga.

Coetzee nas ruas
FLIP: Coetzee nas ruas.

Fotos: Sergio Fonseca